foi um daqueles dias em que precisei mesmo de paz. os phones nos ouvidos, o penedo, e mais nada. sinto-me mal. eu só queria que nada disto acontecesse. adoraria que o sentimento fosse maior, entendem? saí de casa interiormente desestruturada, não sabia bem o que fazer, mas sabia bem para onde ir, ou pelo menos tinha ideia que sim. a minha mãe lá me deu o seu recadinho de quando faço asneira no dia anterior "vê lá a que horas chegas" - isto porque ontem cheguei do jantar da jam às duas da manhã, e ela armou escandalo porque eu não lhe disse nada nem atendi o telefone - e a mia lá disse "podias nem deixa-la sair de casa".. foi quando saí mais depressa, não utilizei perfume, maquilhagem, vesti o casaco castanho que estava pousado em cima da cadeira do meu quarto, e saí porta fora, não precisava de nada, seria só eu, o penedo e os campos que o rodeavam - pensava eu. mantive-me perdida durante um bom bocado, sentada na parte baixa do rochedo as lágrimas desciam-me constantemente pela face. levantei-me e lá fui eu, até que vi o meu problema. voltei atrás, saltei um muro e sentei-me num poço que lá estava. ele passou, não me viu. foi-me procurar , não sei como lhe ocorreu que eu tinha saído de casa. o tempo passou, as mensagens escritas continuavam a entrar na caixa de entrada do telemóvel, e o remente era sempre o mesmo, era ele. continuei refugiada. até que, como por obra do destino, nos cruzamos. foi mau. eu não o quero fazer sofrer como eu sofri, e à conta disso estou a sofrer também. o silêncio predominou durante mais ó menos uma hora, até que eu me fui embora.
fim do dia 30 de janeiro..

oh :x estou contigo, sempree!
ResponderEliminar